PANORAMA E DESAFIOS DA PÓS-GRADUAÇÃO EM FÍSICA NO BRASIL – Profa. Kaline Coutinho – USP

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Date(s) - 18/06/2026
17:00 - 18:00

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COLÓQUIO DO DEPARTAMENTO DE FÍSICA

PANORAMA E DESAFIOS DA PÓS-GRADUAÇÃO EM FÍSICA NO BRASIL

Profa. Kaline Coutinho
Coordenadora da área de Astronomia/Física
Instituto de Física, Universidade de São Paulo

A CAPES foi fundada em 1951. Em 1977, foram criadas as comissões de assessores por área, para a avaliação e o acompanhamento dos cursos/programas de pós-graduação stricto-sensu no Brasil, e foi estabelecido o Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES). Em 1998, houve uma mudança substancial no processo de avaliação com: (i) a padronização da ficha de avaliação para todos as áreas, ou seja, os mesmos quesitos são avaliados, porém cada área pode utilizar diferentes tipos de indicadores quantitativos e qualitativos; e (ii) a criação do Qualis para avaliar a qualidade dos artigos científicos baseado na classificação dos veículos de divulgação da produção científica, por ser impraticável avaliar a qualidade de cada uma das produções. Nesta época, a ficha de avaliação tinha 7 quesitos: proposta do programa, corpo docente, atividades de pesquisa, atividades de formação, corpo discente. Posteriormente, em 2013, a ficha passou a ter 5 quesitos: proposta do programa (0%), corpo docente (20%), corpo discente (35%), produção intelectual (35%) e inserção social (10%) e 17 itens distribuídos entre esses quesitos. Em 2017, a ficha passou a ter 3 quesitos: proposta do programa (1/3), formação e produção intelectual (1/3) e impacto social (1/3) e 12 itens distribuídos entre esses quesitos. Em 2025, a ficha tem 3 quesitos: proposta do programa (1/3), formação e produção intelectual (1/3) e impacto social (1/3) e 10 itens distribuídos entre esses quesitos. Agora, os programas de excelência, além de obterem conceito MUITO BOM nos 3 quesitos da ficha de avaliação, também devem demonstrar excelência nas 6 dimensões: Impacto na Sociedade, Internacionalização, Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), Solidariedade e Nucleação, Interdisciplinaridade e Boas práticas, incluindo obrigatoriamente a dimensão de Internacionalização com referenciais nos cenários institucionais de excelência mundial de cada área.

Na área de Astronomia/Física (AFIS), em 2013, cerca de 55% da pontuação total da ficha de avaliação estava focada na composição/formação/produção do corpo docente. Em 2017 e 2021, este percentual reduziu para 45% e em 2015 reduziu para 18%. Esta redução de pontuação no corpo docente vem mostrando que o foco da ficha está cada vez mais migrando para o corpo discente, onde a quantidade e composição diversificada, a formação, o destino profissional e a produção de artigos científicos e/ou produtos técnicos/tecnológicos serão muito valorizados. Os indicadores apontarão para: maior flexibilidade nos objetivos e perfil formativo do discente; maior inserção da Física/Astronomia Experimental/Observacional (disciplinas, discentes titulados e produção); valorização de Física Aplicada com produção tecnológica, inovação, interação com empresas, startup, etc; valorização da atuação inter e multidisciplinar; maior qualidade das publicações e menor ênfase na quantidade; novos indicadores do impacto social; e estímulo a maior participação de mulheres e de jovens pesquisadores.

Referências gerais:
Rita de Cássia B. Barata, “Dez coisas que você deveria saber sobre o Qualis”, RBPG v. 13, n. 30, p. 013 – 040, jan./abr. 2016, http://dx.doi.org/10.21713/2358-2332.2016.v13.947
Documentos de área do site da CAPES: área Astronomia/Física – Memória da área, link: https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/avaliacao/sobre-a-avaliacao/areas-avaliacao/sobre-as-areas-de-avaliacao/colegio-de-ciencias-exatas-tecnologicas-e-multidisciplinar/ciencias-exatas-e-da-terra/astronomia-fisica-memoria-da-area